O envelhecimento no Brasil

Estima-se que enquanto a população brasileira crescerá cinco vezes entre 1950 e 2025, a população idosa aumentará quinze vezes no mesmo período de acordo com o IBGE. Encontramo-nos ante um fenômeno novo e surpreendente, em que pela primeira vez na história da humanidade a faixa etária superior aos 60 anos é a que mais cresce.
Este processo de envelhecimento populacional provocado pela redução da mortalidade, a diminuição da taxa de fecundidade e o aumento da expectativa de vida, nos coloca diante de novos desafios que exigem respostas urgentes.
Nas últimas décadas o idoso brasileiro se tornou um protagonista social cada vez mais visível, ocupando espaço na mídia e ganhando a atenção do mercado de consumo, do lazer e do turismo, exigindo cada vez mais produtos e serviços que satisfaçam suas necessidades e anseios. Passam a existir com mais freqüência os grupos de terceira idade, faculdades abertas, centros de convivência, clubes, associações, nos quais os idosos participam ativamente. Essa tendência de certa forma contraria a idéia presente no imaginário da população de que, na velhice, os indivíduos estariam excluídos da vida pública ativa. Mas, apesar de toda essa atividade e participação, e dos importantes avanços científicos e tecnológicos dos últimos anos, o aumento da longevidade evidencia a fragilidade dos idosos que atingem idades mais avançadas. Essa vida mais longa também acarreta uma maior incidência de doenças crônicas e degenerativas, sem que a sociedade e os profissionais da saúde, em particular, estejam preparados para enfrentá-las para oferecer as soluções mais adequadas.
Diferentemente das abordagens convencionais, baseadas no isolamento e repouso, esta nova situação exige abordagens e recursos que objetivem a conservação da autonomia e da qualidade de vida.
Neste contexto se estabelece um novo campo do saber – a Gerontologia –, com o intuito de dar respostas interdisciplinares às novas e variadas demandas surgidas com o atual fenômeno do envelhecimento populacional.
Esses fatores mostram a necessidade de organização e implementação de projetos e ações diversos visando a pesquisa, a capacitação profissional e a assessoria continuada em relação a este novo e imprescindível saber.


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