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A atual formação do Núcleo de Acompanhamento Terapêutico no Envelhecimento se inicia em 2005, quando seus membros participavam do Grupo de Interlocução dos Estados Gerais da Psicanálise: Psicanálise e Envelhecimento, coordenado por Delia Catullo Goldfarb e do grupo de pesquisa do CNPq “Saúde, Cultura e Envelhecimento”, coordenado por Ruth G. da C. Lopes ligado à pós-graduação em gerontologia da PUC-SP. Ambos se debruçavam sobre questões ligadas à psicogerontologia e pretendiam produzir uma marca a partir de desenvolvimentos teóricos articulados à prática clínica em instituições ou em consultório particular. Com o passar do tempo e o reconhecimento da seriedade do trabalho, passamos a receber pedidos de encaminhamentos de profissionais que pudessem atender idosos com queixas específicas que não se enquadravam nem em uma indicação para uma análise, nem para um profissional sem formação clínica.
A partir deste momento percebemos a necessidade de pensar a função do Acompanhamento Terapêutico (AT) no envelhecimento, tentando identificar e especificar suas particularidades. Para isso, buscamos articular o conhecimento e a prática psicogerontológica à clínica do acompanhamento terapêutico.
Desde então temos vivido um período muito fértil com o encontro destes saberes e práticas. Do grupo inicial, novos membros se agregaram e contribuíram para ampliar o diálogo, o que culminou com a formação do Núcleo de AT no Envelhecimento, que tem como objetivo oferecer capacitação a profissionais ligados a gerontologia e fomentar a produção teórica na área. Em agosto de 2009 realizamos a 1ª Jornada de Acompanhamento Terapêutico no Envelhecimento.
O Acompanhamento Terapêutico (AT), criado inicialmente na área da saúde mental, vem sendo cada vez mais utilizado como um recurso terapêutico às dificuldades presentes no processo de envelhecimento. Entendemos que a função do acompanhante terapêutico não sofre transformações essenciais quando destinada a um público em especial, mas o conhecimento sobre os aspectos pertinentes ao envelhecimento torna o exercício desta função muito mais consistente.
Sustentado pela escuta clínica e propondo a intervenção através da ação, o acompanhamento terapêutico visa a construção de projetos, propondo-se um intermediário entre o sujeito e o coletivo do qual faz parte.
Membros: Adriana Faria Zacchi, Carolina Guimarães de Baptista, Débora Gavira Marques, Luciana Rebello, Maíra Humberto Peixeiro, Natália Alves Barbieri
Leia os trabalhos escritos sobre o tema
Acesse as apresentações da 1ª Jornada de Acompanhamento Terapêutico no Envelhecimento